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THE PEEP SHOW EXHIBITON
18.09.08/18.10.08
HELENE OHMAN | JASMINE BLATT | KATE ANTHONY | THOMAS EVANS | KAREL POLT | ALASTAIR SANCHEZ | DANIEL NEVES | MJ GUMAYAGAY | SINDT PÚSSA | AGA WIERZBICKA | GEORGI MANOLOV | PAUL LINCOLN |
SHEA RICO






Live Portraits
Jasmine Blatt,  Vídeo - 2008
Cabine 1




Kaiserpanorama
2008



     
Kaiserpanorama                                                                                             Installation View

      
Kaiserpanorama                                                                                            Cabine 2




Pepping Tom
Thomas Evans,  Vídeo - 2008
Kaiserpanorama




Fragments
Aga Wierzbicka,  Vídeo - 2008
Kaiserpanorama



24/7/9/11
Karel Polt,  Vídeo - 2008
Kaiserpanorama





Big Brother Londres
Daniel Neves, Vídeo - 2008
Kaiserpanorama




Untitled
Sindy Pussa, Vídeo - 2008
Kaiserpanorama





Near-Death Experience
Alastair Sanchez, Vídeo - 2008
Kaiserpanorama




Installation View





Installation View




Fragments
Aga Wierzbicka  Vídeo - 2008
Cabine 2




Installation View




I Spy with my little eye
Georgi Manolov,  Vídeo - 2008
Cabine 2




See no Evil Hear no Evil
Shea Rico,  Vídeo - 2008
Cabine 3




40 Weeks
Kate Anthony, Vídeo - 2008
Cabine 4




Open Circuit Television
Paul Lincoln, Vídeo - 2008
Cabine 5




Installation View





Installation View




Untitled
Helene Ohman, Vídeo - 2008
Cabine 6






Os Peep Shows são espaços onde se exibem filmes pornográficos, ou se apresenta ao vivo um show erótico em cabines destinadas ao consumo de pornografia, utilizando por vezes um aparelho de moedas para cobrar o visionamento. Se, na contemporaneidade, os usos da palavra Peep Show têm conotação sexual, encontramos o princípio rudimentar do peep show no trabalho de Leon Battista Alberti como Filippo Brunelleschi no século XV. O Peep Show consiste uma caixa com um “olho”, no qual o observador vê uma cena em miniatura, pintada ou construída em perspectiva. Por vezes chamado Rarre-show foi inicialmente, uma curiosidade científica. Na Renascença até ao século XIXpodemos encontrar diversos modelos. Em 1660, Samuel Van Hoogstraten desenvolveu a ideia de Filippo Brunelleschi, criando uma série de caixas em madeira, sem um dos lados para que entrasse luz. A ilusão tridimensional era dada através dos cinco lados da caixa pintados em perspectiva e também distorcidos. As Peep Boxes representavam o interior de casas holandesas. Por volta de 1730 Martin Engelbrecht criou teatros miniatura que consistiam entre cinco a oito cartões individuais que eram inseridos consecutivamente na peep box, resultando numa peça de teatro. Cenas da vida comum eram retratadas. Muitos destes espectáculos eram itinerantes e exibidos nas ruas das cidades. Por vezes, estes teatros eram acompanhados por um interlocutor que descrevia a história. Estes aparelhos tornaram-se populares brinquedos para crianças, alguns equipados com cenários movíveis ou com figuras de madeira, transformando-se assim em teatros juvenis no século XIX. 
                No advento do pré-cinema podemos encontrar na Exposição Mundial de Chicago (1893) uma invenção pioneira. Thomas A. Edison, secundado pelo escocês W.K. laurie Dickson e pelo francês Eugène Lauste, apresentou o cinetoscópio. A película em vez de ser projectada numa tela, desfilava numa caixa munida dum óculo sobre o qual os curiosos se debruçavam para observar o espectáculo que lhe era apresentado. O cinetoscópio é um dos primeiros aparelhos para ver filmes, criando a ilusão do movimento. Utilizando um fonógrafo cilíndrico podia-se ouvir som. Podíamos encontrar vários destes aparelhos em São Francisco em 1889 numa sala Penny Árcade. Tornaram-se deste modo numa atracção de feira.