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Loud Family
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EN
The Voyeurism is nowadays the TV genre that globally has more audience. What is the passion of looking the lives of others? Ordinary people become instant celebrities.
“An American Family” was the first program of this nature, filmed as a documentary in 1971. Issued in the United States in 1973 on PBS, the series was 12 hours and was edited from 300 hours of film that report the Loud family life experience on Santa Barbara, California, for seven months of uninterrupted shooting.
Let's look at the synopsis of this documentary without a script: Bill and Pat Loud had five children. In addition to the joys and dramas that any family has, one son, Lance, was a transvestite and took the mother to see "drag shows." Lance inhabited the Hotel Chelsea with Holly Woodlawn, Candy Darling, Jackie Curtis and other famous "drag queens" of the 70. Due to this alternate life, 10 million voyeurs watched the controversial series.
This type of format had never been seen before, being much discussed by the media. It was even the cover of Newsweek on 12 March 1973. To the delight of avid viewers of entertainment, the family ends up dismember, Bill and Pat were separated during the filming.
In 1983, the PBS television station re-load issuing “An American Family Revisited” program and in 2003 passed the program “A Death in an American Family”. Filmed in 2001, Lance now aged with 50, he had spent the last 20 years addicted to drugs and had caught AIDS and eventually dies from hepatitis C.
This trilogy as well as offering the violation of privacy of a typical American family, especially Lance, young man full of energy in 1973, self-made man in 1983 and their suffering already with 50 years in 2001, when we no longer recognize it, because it seems a ghost of what once was.
The program presents us with a model, and the model is supposed to be us.
"There is no violence or surveillance: only" information, secret virulence, chain reaction, slow implosion and simulacra of spaces where the real effect is still playing" (Jean Baudrillard). What we see is no longer the truth about the family, but the truth of TV. It is the triumph of the American way of life.

PT
O Voyeurismo é, hoje em dia, o género televisivo que globalmente mais audiência tem. Qual será a paixão de espreitar as vidas dos outros? Pessoas comuns tornam-se celebridades instantâneas.
An American Family foi o primeiro programa desta natureza, filmado como um documentário em 1971. Emitido nos Estados Unidos em 1973 pela PBS. A série tinha 12 horas, e foi editada a partir de 300 horas de filme que relatam a experiência de vida da família Loud de Santa Barbara, Califórnia, durante sete meses de rodagem ininterrupta.
Vejamos a sinopse deste documentário sem guião: Bill e Pat Loud tinham cinco filhos. Para além das alegrias e dramas que qualquer família tem, um dos filhos, Lance, era travesti e levava a mãe a ver “drag shows”. Lance habitou o Hotel Chelsea com Holly Woodlawn, Candy Darling, Jackie Curtis e outras famosas “drag queens” dos anos 70. Devido a esta vida alternativa, 10 milhões de voyeurs assistiram à série controversa.
Este tipo de formato nunca tinha sido visto até então, sendo muito discutido pelas media. Foi mesmo capa da Newsweek em 12 de Março de 1973. Para gaúdio dos espectadores ávidos de entretenimento, a família acaba por desmembrar-se, Bill e Pat separaram-se durante as filmagens.
Em 1983, a estação televisiva PBS voltou a carga emitindo o programa An American Family Revisited e em 2003 transmitiu o programa A Death in an American Family. Filmado em 2001, Lance agora com 50 anos, tinha passado os últimos 20 anos viciado em drogas e tinha apanhado Sida, acabando por falecer devido a hepatite C.
Esta trilogia para além de oferecer a violação da intimidade de uma família típica americana, especialmente de Lance, jovem cheio de energia em 1973, feito homem em 1983 e o seu sofrimento já com 50 anos em 2001, quando já não o reconhecemos, pois parece um fantasma do que outrora foi.
O programa apresenta-nos um modelo, e o modelo supostamente é nós.
“Já não há violência nem vigilância: apenas “informação”, virulência secreta, reacção em cadeia, implosão lenta e simulacros de espaços onde o efeito de real ainda vem jogar” (Jean Baudrillard ). O que vemos já não é a verdade da família, mas a verdade da TV.É o triunfo do American way of life.