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Untitled
Anónimo / Anonymous

EN
The Voyeurism became the most popular genre of television. Through various programs, ordinary people become, at a glance, instant celebrities. Voyeur television serves the public that have "normal" lives, to see others who also have the same kind of common life. People are entertaining spying others. Why is it that people are willing to "undress," on television? Do we live in a populist culture of personal confession? It is possible that today, nothing can compete with the experience, authentic, liberal and democratic. The real appeal of the media is to report ordinary lives, investigating and studying personal testimony of any person. The reality became great entertainment. With the emergence of the Internet opened up the homes of its members to the world through their personal web pages, describing their existence or through the web cam's transmitting their lives. Many of these narcissistic characters explain their decisions in the name of personal growth. The real world seems to be a global program for anyone who aspires to be an actor, model or musician. The ideal candidate for a voyeuristic program seems to be someone who needs to be a celebrity, because only in this way can be anyone. The celebrity culture has created a universal desire to be recognized by the camera. 

George Orwell (1903-1950) pseudonym of Eric Arthur Blair was a journalist, political writer and novelist. "1984" Published in 1949, after World War II; offer us a strange future where no one escapes the Party's supervision and control. In "1984" the world is divided into three countries, one of them is Oceania a totalitarian society that censors all human behavior. We live in the era of surveillance, uniformity, loneliness, Big Brother and the double thinking. "BIG BROTHER IS WATCHING YOU", the tele-screens emit and capture images at once for 24 hours a day. The command words of this society are: "WAR IS PEACE, FREEDOM IS SLAVERY, IGNORANCE IS STRENGTH." It is intended the lack of thought, the lack of our own need to think. This fascism that is reworking the past, control the future, retracing the present to control the past, want an endless present in which the party controls all aspects of human life. The "newspeak" is an example, the creation of this new language is to restrict thinking, and the aim is "duckspeak" and put all humans to "quack like a duck."

Briefly this it is the story of the "last man in Europe." Our supposed hero, Winston Smith tries to emerge from its controlled and monotonous life, trying to join a supposed group of rebels that threaten against the fascist government. Obviously, Winston ends up being imprisoned, tortured and eventually denounce everything he believed, even his love for Julia, as a uniformed man can resume his futile life. We are witnessing to the annihilation of the human being.


PT

O Voyeurismo tornou-se o género mais popular da Televisão. Através de diversos programas, pessoas comuns tornam-se, num ápice, celebridades instantâneas. A Televisão Voyeur serve o público que tem vidas “normais”, a ver outras, que, também, têm o mesmo tipo de vida comum. As pessoas estão-se a entreter espiando os outros. Porque será que as pessoas estão dispostas a “despirem-se” na televisão? Será que vivemos numa cultura populista de confissão pessoal? É possível que, nos nossos dias, nada possa competir com a própria experiência, autêntica, liberal e democrática. O apelo do real assiste-se nos media que reportam as vidas comuns, investigando e estudando testemunhos pessoais de uma qualquer pessoa. A realidade tornou-se o grande entretenimento. Com o surgimento da Internet abriram-se as casas dos seus usuários ao mundo, através das suas páginas pessoais, descrevendo a sua existência ou através das web cam´s transmitindo as suas vidas. Muitas destas personagens narcísicas explicam as suas decisões em nome de um crescimento pessoal. O mundo real parece ser um programa global para quem aspira a ser actor, modelo ou músico. O candidato ideal para um programa voyeuristico parece ser alguém que precise de ser uma celebridade, pois só deste modo pode ser alguém. A cultura da celebridade criou um desejo universal de ser reconhecido através da câmara.
George Orwell (1903-1950) pseudónimo de Eric Arthur Blair, foi jornalista, autor político e romancista. “1984” Editado em 1949, após a II Guerra Mundial, propõem-nos um estranho futuro onde ninguém escapa à vigilância e controlo do Partido. 
Em “1984” o mundo está dividido em três países, um deles Oceania é uma sociedade totalitária que censura todo o comportamento humano. Vive-se a era da vigilância, uniformidade, da solidão, do Grande Irmão, do duplo pensar. “O GRANDE IRMÃO ESTÁ A VER-TE”, os tele-ecrãs emitem e captam imagens em simultâneo durante 24 horas por dia. As palavras de ordem desta sociedade são: “GUERRA É PAZ, LIBERDADE É ESCRAVATURA, IGNORÂNCIA É FORÇA”. Pretende-se a ausência de pensamento, ausência da própria necessidade de pensar. Este fascismo que refaz o passado, controlando o futuro, refazendo o presente para controlar o passado, pretende um presente infinito no qual o partido comanda todos os aspectos da vida humana. A “novilíngua” é exemplo disso, a criação desta nova língua serve para restringir o pensamento, o objectivo é o “patofalar”, pôr todos os seres humanos a “grasnar como um pato”. 
Resumidamente trata-se da história do “último homem da Europa”. O nosso suposto herói, Winston Smith tenta emergir da sua vida controlada e monótona, tentando-se juntar a um suposto grupo de rebeldes que atentam contra o governo fascista. Obviamente, que Winston acaba por ser aprisionado, torturado, acabando por denunciar tudo aquilo em que acreditou, mesmo o seu amor por Júlia, uniformizado pode retomar a sua fútil vida. Assiste-se ao aniquilamento do ser humano.