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"Susana e os Velhos"
Domenico Tintoretto, 1555

EN
"In those days lived in Babylon a man named Joachim. He had married a woman named Susanna, daughter of Helices, a very beautiful woman that fear the Lord. Her parents were righteous and had instructed their daughter in the Law of Moses. Joachim was very rich and had a garden next to his house. Jews gathered with him often because he was the most illustrious of them all. In that year had appointed as judges two elders of the people, those who denounced the Lord, saying, "From Babylon came the old wicked men that passed by the people's leaders." These two attended Joaquim house and making use of them all who had a question of justice. When, at midday, the people withdrew, Susana was walking to her husband's garden. The two old men watched her every day while getting into a garden for strolling, and fell in love with her. They perverted their minds and turned away their eyes so as not to look at the sky and not remember of his righteous judgments. When they were waiting for a favorable occasion one day Susanna came as usual, accompanied only by two girls; and it was hot, she wanted to take a bath in the garden. There was no man there, only the two old men hidden and watching her. Susana told the girls, "Bring me oil and ointments and close the garden doors that I may bathe." As soon as they left, the two old men rose and ran next to Susan and said to her, "The garden doors are close, no one sees us and we are in love with you. Give us your consent and give yourself to us. Otherwise, we will accuse you, saying that you were with a young man and that´s why you sent away the girls." Then Susanna groaned and said, "I am surrounded by all sides, if I practice such thing, I expect my own death; if not practice, I cannot escape from your hands. But I rather fall into your hands without having done anything to sin before the Lord."

Susana innocently lives her daily life, until is catch by the old men. These are the judges of the people, representing the current power, but they are the ones who´s going to defame Susana and condemn her to death. As a biblical story is natural that the end is moral and Susana be released of charges against her, through the testimony of a boy named Daniel, he cried with a loud voice: "I am innocent of the death of this woman."

This is the biblical story of "Susanna and the Elders" told in the "Book of Daniel" it was represented by several artists thru the times since the Renaissance to modern times. Jacopo Bassano, Van Dyck, Tintoretto, Rembrandt, Sisto Badalocchio, Lorenzo Lotto, Alessandro Allori, Jan Metys and many others have portrayed this voyeuristic theme but essentially of power, corruption and lies.

This is also a metaphor of our postmodern condition.


PT
“Naqueles dias, morava em Babilónia um homem chamado Joaquim. Tinha desposado uma mulher chamada Susana, filha de Helcias, muito bela e temente ao Senhor. Os seus pais eram justos e tinham instruído a filha na Lei de Moisés. Joaquim era muito rico e tinha um jardim contíguo à sua casa. Os judeus reuniam-se com ele frequentemente, porque era o mais ilustre de todos eles. Naquele ano tinham designado como juízes dois anciãos do povo, daqueles que o Senhor denunciara, dizendo: «De Babilónia veio a iniquidade de velhos que passavam por dirigentes do povo». Estes dois frequentavam a casa de Joaquim e a eles recorriam todos os que tinham alguma questão de justiça. Quando, ao meio do dia, o povo se retirava, Susana vinha passear para o jardim do seu marido. Os dois velhos observavam-na todos os dias, quando entrava no jardim para passear, e apaixonaram-se por ela. Perverteram a sua mente e desviaram os seus olhos de modo a não olharem para o Céu e não se lembrarem dos seus justos juízos. Estando eles à espera de ocasião favorável, um dia Susana veio, como de costume, acompanhada somente de duas meninas; e, como estava calor, quis tomar banho no jardim. Não se encontrava ali ninguém, senão os dois velhos escondidos a espreitá-la. Susana disse às meninas: «Trazei-me óleo e unguentos e fechai as portas do jardim, para eu tomar banho». Logo que elas saíram, os dois velhos levantaram-se, correram para junto de Susana e disseram-lhe: «As portas do jardim estão fechadas, ninguém nos vê e nós estamos apaixonados por ti. Dá-nos o teu consentimento e entrega-te a nós. Senão, acusar-te-emos dizendo que estava contigo um jovem e por isso mandaste embora as meninas». Então Susana gemeu e exclamou: «Estou cercada por todos os lados: se praticar semelhante coisa, espera-me a morte; se não a praticar, não poderei fugir às vossas mãos. Mas prefiro cair nas vossas mãos sem ter feito nada a pecar na presença do Senhor»”.

Susana, inocentemente, vive o seu dia a dia, até ser apanhada pelos Velhos. Estes são os juízes do povo, representam o poder vigente, mas são eles que vão difamar Susana e condená-la à morte. Sendo uma história bíblica é natural o final ser moral e Susana ser ilibada das acusações contra ela, através do testemunho dum rapazinho chamado Daniel, que gritou com voz forte: «Eu sou inocente da morte desta mulher».

Esta é a história bíblica de “Susana e os Velhos” contada no “Livro de Daniel” foi representada por diversos artistas vezes sem conta a partir do Renascimento até a época moderna. Jacopo Bassano, Van Dyck, Tintoretto, Rembrant, Sisto Badalocchio, Lorenzo Lotto, Alessandro Allori, Jan Metys e muitos outros retrataram este tema voyeuristico mas essencialmente de poder, corrupção e mentiras.

Esta também é uma metáfora da nossa condição pós-moderna.