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22.11.06 Paulo Nisa
“Secretum, relatório de um trabalho invisível” é uma pequena exposição que, mais do que exibir, refere um trabalho desenvolvido intermitentemente ao longo dos últimos dois anos, despoletado por um encontro, mais ou menos “epifânico”, com o “Secretum” de Petrarca.

Pelo orifício da porta de entrada da galeria, o espectador poderá, ao invés de ver algo, escutar a leitura gravada de um relatório do trabalho, que procura enquadrar este reflexiva e metodologicamente (sendo também um texto e uma voz, isto é, uma coisa).
 
No espaço interior, encontram-se dois dípticos numa das paredes:

 - dois desenhos, a grafite e cera sobre papel, de Emmanuelle Béart, em pose no filme “La Belle Noiseuse”, de Jacques Rivette

 - duas pinturas, a acrílico e óleo sobre tela, executadas a partir de fotografias do screen test de Fay Wray para o filme “King Kong”, de Merian C. Cooper e Ernest B.   Schoedsack

Na parede oposta, alinham-se documentos impressos de várias proveniências, como textos, stills de vídeo, fotografias, desenhos, pinturas e imagens de apoio. Apesar da sua aparente diversidade formal, “Secretum” pode considerar-se um trabalho de matriz literária, uma narrativa de emancipação artística pessoal, pela qual procuro resgatar o meu trabalho à invisibilidade a que eu próprio o condenei.

Paulo Nisa, 6 de Novembro de 2006


19.10.06 Ana Rito
«Trabalhando um sentido de identidade que se transmuta, procurando escapar às contingências de classificação tipicamente avançadas, a artista concebe uma ideia nuclear dessa mesma identidade como um todo, que, necessariamente, é transversal à forma como nos vemos a nós próprios, como vemos os outros. De facto, entre a esperança e a ameaça, o humor e o silêncio, Ana Rito produz séries de trabalhos que se desenvolvem em torno da “pura teatralidade” (Carlos Vidal) que supera tentativas de leitura redutoras, baseadas em princípios simplistas de feminismos, religiosidades ou questões de género.»

Hugo Barata

                              

13.10.06
Voyeur Project View na Saatchi Gallery.
 
http://www.saatchi-gallery.co.uk

                 

28.09.06
Convite da Saatchi Gallery ao Voyeur Project View: "(...) I am contacting you from the Saatchi Gallery here in London. Whilst searching the web I came upon your gallery and was impressed by your website and your artists. I would like to tell you about a new development here at the Saatchi Gallery; a free showcase for galleries and dealers. (...) I look forward to seeing your work on the Saatchi Gallery site. (...)"

Belinda Clark | Saatchi Gallery
http://www.saatchi-gallery.co.uk/

 

14.09.06 Pedro Diniz Reis
“… One is Tempted to believe that the creature once had some sort of intelligible shape and is now only a broken-down remnant. Yet this does not seem to be the case; at least there is no sign of it; nowhere is there an unfinished or unbroken surface to suggest anything of the kind; the whole thing looks senseless enough, but in its own way perfectly finished. In any case, closer scrutiny is impossible, since Odradek is extraordinarily nimble and can never be laid hold of. …”

Franz Kafka


13.07.06 Effi Hock
Expõe pela primeira vez em Portugal.
Entrei num grande cinema, comprei um bilhete para ver uma comédia americana que tinha acabado de estrear. Fui comprar pipocas e coca-cola. A fila onde me encontrava parecia não avaçar. Quando finalmente chegou a minha vez vi que a empregada tinha umas unhas postiças tão grandes que dificilmente tocava nas teclas da máquina registadora.

 

01.07.06
"A sala exige que se espreite pelo pequeno orifício aberto na porta da rua. No acto "voyeur" autorizado dá-se existência a um projecto composto por duas partes distintas, a partir de material fotográfico comprado numa loja de velharias. A primeira consta da projecção de "slides" de uma família afro-americana (aniversários, passeios, paisagens), entre o formalismo da pose e o acaso do disparo. A outra é uma instalação de fotografias avulsas, oriundas de diferentes contextos, marcando tempos diversos e que momentaneamente - coincidem no mesmo lugar, a cruzar histórias."

Ana Ruivo in Expresso

 

08.06.06 Margarida Correia
“Junk” is a collection of slides/snapshots of an African American Family casually found in a thrift shop in Brooklyn, New York. The 40 images were edited from 2 red plastic boxes containing thousands of slides (among other family snapshots, eighties fashion photographs, Halloween party snaps, etc..). I frequently visit thrift shops and flee markets, and finding entire family albums, and personal family snapshots (from wedding picture to any casual events) from recent years, as become more frequent. Family snapshots seem to have gained some new commercial value and public interest. Images from recent years are for sail at a dollar or less per piece. I was interested by the fact that people lost track of their family albums and history or simple unvalued them and expose their privacy and family moments to be sold to the public like any other anonymous object and that I was allowed to look and bye someone s private memories. 


02.06.06
"Série de trabalhos em diapositivos que se desenvolvem em torno da possibilidade do contacto entre corpos ou do seu afastamento. Imagens que se identificam uma temática e uma indicação da realidade, ainda que seja apenas percepcionada pelo seu contexto mundano."

in Neon 

 

16.05.06
Candidatura nº 2 | AMLISBOA | Voyeur Project View | Rodrigo Vilhena
“O Júri considerou que a Candidatura cumpre com elevada qualidade alguns dos objectivos estabelecidos no Art.º 2.º do Regulamento. O currículo profissional do responsável artístico é de muito bom nível, apesar de ainda em fase de consolidação. O projecto de gestão apresenta uma boa consistência e equilíbrio relativamente à sua proposta orçamental. O projecto apresentado é ousado e inclusive experimental, nomeadamente por estabelecer uma relação de comunicação com o observador que é pouco comum. Tratando-se de um projecto que apela, de um modo subtil, a uma outra forma de comunicação a estratégia de captação de públicos poderá funcionar assim pelas suas especificidades.
 O projecto revela sobretudo uma extraordinária capacidade de inovação e experimentação artísticas, promovendo valores prementes e dinâmicos da arte contemporânea, recrutando um conjunto de artistas participantes que tem apostado em temas, bem como processos técnicos, actuais e pertinentes.”

Lúcia Almeida Matos, Raquel Henriques da Silva, David Santos, Mário Valente. http://www.iartes.pt/data/pontuais2006/pontuais2006


12.05.06
http://hardmusica.blogspot.com (2006)


11.05.06 Hugo Barata
Neste espaço (do mundo, da casa onde estamos, dos espaços que nos delimitam o corpo), onde tudo é concebido para ser visto, reparamos que, no fundo, poucas são as coisas que restam ser olhadas.O acto de observar torna-se um espelho de inconsequência, onde o desaparecimento do "outro" é reflectido friamente. Revela também a possibilidade do corpo humano ser não social. Estamos para lá da visibilidade como fonte de poder e controle. Não se trata mais de tornar as coisas visíveis ao olhar exterior. Assim, a audiência, o espectador, é envolvido num exercício de fabricação de um corpo banal, fabricado em circuito fechado e supervisionado por um ecrã de monitorização.             


08.04.06
"O Projecto animado por Rodrigo Vilhena apresenta Ecstasy, trabalho de N.A.F. que tem como objecto central um vídeo com imagens de rostos de actores pornográficos "gay" no momento do orgasmo. Não se trata duma afirmação da cultura "gay" no sentido estrito ou duma provocação à moral dominante. Tudo o que se vê é a sucessão de rostos em êxtase, ficando a situação ou qualquer outra referência física implícita mas nunca evidente. A ambiguidade da imagem do clímax sexual, tão formalmente semelhante ao Êxtase místico (recorde-se a famosa Santa Teresa de Ávila, de Bernini), é valorizada num contexto de diferenciação da norma sexual, o que pode ser um elemento perturbador, mas é o carácter especular das imagens, mostrando o estado de ausência de autovigilância de cada um dos personagens que funciona como elemento detonador. Mais do que propostas iconoclasta, é um jogo com os interditos e as suas projecções que simultaneamente individualiza e universaliza a condição humana. A instalação num espaço com condições "voyeurísticas" potencia o trabalho"

Celso Martins in Expresso


28.03.06
O Programa Magazine Artes que é emitido na RTP 2 censurou o trabalho “Ecstasy” do artista Nuno Alexandre Ferreira. A entrevista realizada no dia 16 de Março por Celso Martins no Voyeur Project View, supostamente iria ser emitida no dia 28 do corrente mês. Ora acontece que por razões desconhecidas a entrevista não foi emitida, não tendo sido dada nenhuma explicação pela RTP.  

Voyeur Project View: 16.03.06
Nuno Alexandre Ferreira entrevistado por Celso Martins para o Programa Magazine Artes, RTP 2.


16.03.06 Nuno Alexandre Ferreira
"Ecstasy" é integralmente constituído por planos de caras de rapazes retirados de clips pornográficos de livre acesso na internet.  Estas cenas depois de juntas e manipuladas, apresentam uma sucessão de estados de êxtase entre o deleite, o enlevo e o estretor. 


27.02.06
“Voyeur: observador oculto de relações íntimas no plano fisiológico. Aquele que pratica o voyeurismo, isto é, obtém a excitação sexual apenas pela observação (…)». Quem nunca quis espreitar pelo buraco da fechadura que atire a primeira pedra. Quem nunca teve coragem para ser um observador não autorizado, já pode obter a licença para espiar. Basta telefonar, marcar dia e hora para dar a espreitadela e a galeria Voyeur Project View disponibiliza um orifício para ver a exposição Tänzerin. Depois, algures entre a repulsa e a atracção, entre o estranho e o subversivo, descobre-se o mundo criado por Catarina Saraiva. Escultura e vídeo, figuras e símbolos desafiam a percepção e o pensamento de quem ousa ser um voyeur.

in Le Cool Magazine


16.02.06 Catarina Saraiva
O corpo surge como objecto de desejo. A sua fragmentação e mutação sugerem uma estratégia erótica direccionada a um fetichismo (objectual e/ou corporal). Entre a atracção e repulsa, sedeadas entre o irresistível apelo das formas e dos materiais utilizados e o estranhamento das figuras sugeridas, as esculturas de Catarina Saraiva reformulam um universo quotidiano feito de adereços múltiplos onde o referente feminino se descobre. Na questionação dos géneros e dos discursos simbólicos a eles associados a artista continua eficazmente a convocar conjuntos de objectos e/ou corpos mutantes, onde a sua percepção imediata se transforma, pela subversão do seu uso.


12.01.06 Pedro de Campos Rosado
(...) – it seems obvious that the intention is not for the viewer to perceive/experience this artifact in terms of the culture that produced it.  Rather, it is a celebration of our own culture, to which the Temple of Dendur lends credibility and authority.  That is, what is really important is not the temple but the mise-en-scène in which it is placed.
 So much care has been taken in this display that other artifacts have been placed sparsely, in the same space in such a way as to create an “atmosphere appropriate” to “Old Egypt”.  More important, in a relative discreet way, photographs of the Temple of Dendur in its original site, half-submerged in water and with graffiti on its walls, are displayed, implying that it has been “saved” from being ultimately destroyed.

In fact, the Temple of Dendur was destroyed, forever, long ago; its physical presence in the Metropolitan Museum of Art is just a simulacrum.