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03.12.05
Instalação "Leonel Moura". "Esta instalação baseia-se no conceito de Hipertexto e na ideia de que o voyeurismo pode ser entendido de forma mais ampla do que a simples observação do sexo ou do corpo erótico do outro, e derivar para o prazer de ver por dentro, para além de ou através de múltiplas camadas informacionais (...)"

in Diário de Notícias


24.11.05 Leonel Moura
Desde 1999 tenho-me dedicado à realização de um novo tipo de arte, baseada na utilização das mais recentes tecnologias, em particular no domínio da inteligência e da vida artificial. Em 2000 produzi, em colaboração com o investigador Vitorino Ramos, uma escultura gerada autonomamente por uma forma de vida artificial, conhecida pelo nome científico de ant system; em 2001 surgiram as primeiras pinturas que intitulei de ‘não-humanas’, realizadas por um braço robótico comandado igualmente por uma forma de vida artificial; e já em 2004, após um projecto de investigação e colaboração com engenheiros de robótica que durou três anos, apresentei os robots pintores, capazes de produzir com total autonomia pinturas e desenhos. Neste processo, para além dos aspectos directamente científicos que não são desprezíveis, pois trata-se da primeira vez em que a robótica autónoma e colectiva e as teorias do caos e da complexidade são aplicadas à realização da arte, fica clara a intenção de abrir o território artístico a uma outra abordagem do fenómeno estético, assente numa nova relação entre homem e máquina.
 Em particular os robots pintores levantam questões críticas sobre a ideia de arte e, ainda mais profundamente, sobre o carácter antropocêntrico da quase totalidade das noções correntes de cultura.

                              

01.11.05
"O Primado da Música. O ciclo Voyeur Project View apresenta uma exposição de Pedro Falcão, um pintor cujo trabalho parte da memória do abstracionismo geométrico para realizar uma pintura de fortes contrastes cromáticos que valoriza a variação num mesmo ambiente formal. Utilizando cores lisas, o artista explora encaixes e combinações fragmentárias que se desenvolvem em séries. As pinturas são assim uma experiência do ritmo. Exploram cadências e transformações quase musicais que, se nunca saem do campo da abstracção, convocam inúmeras ressonâncias do real observável."

Celso Martins in Agenda LX  

                                            

22.10.05
“ (...) Ao aliar à pesquisa plástica realizada no campo da pintura a sua experiência como designer gráfico, o artista explora a simplicidade de um conjunto de composições rigorosas que assentam no diálogo estabelecido entre um fundo monocromático e as representações sobre ele traçadas (...) " 

in Diário de Notícias 

                              

20.10.05 Pedro Falcão
Da manipulação do signo à elaboração de um discurso visual depurado, assente na reinvenção e descontextualização de formas que remetem para a representação de (im)possíveis alfabetos, Pedro Falcão convoca para o seu trabalho as múltiplas paisagens da escrita. Ao aliar à pesquisa plástica realizada no campo da pintura a sua experiência como designer gráfico, o artista explora a simplicidade de um conjunto de composições rigorosas que assentam no diálogo estabelecido entre um fundo monocromático e as representações sobre ele traçadas. Numa leitura contínua, em que as interferências são sugeridas no interior de cada imagem, as formas recortam-se, repetem-se e agenciam-se em pautas dissonantes que se reformulam de tela para tela, guiando o espectador através de um universo codificado de que este se torna o único leitor.

                                           

25.09.05
“É de estranhar que possamos ver uma instalação a qualquer hora do dia, muito ao estilo de uma galeria em Nova Iorque. Eis que surge em Lisboa a oportunidade. Mesmo que a porta da Voyeur Project View esteja fechada, não desespere. Pode espreitar por uma espécie de olho a peça e ver tudo. A responsabilidade é de Satoru Eguchi, autor japonês nascido em 1973, que já teve exposições colectivas nos EUA e na Europa. A conjugação do espaço com objectos do quotidiano - um desafio à estabilidade perceptiva do espectador. O voyeurismo na sua melhor forma, disponível todos os dias da semana.

in Le Cool Magazine. 

 

20.09.05
“Satoru Eguchi em trânsito - Satoru Eguchi (n.1973) é um artista japonês para quem a viagem supõe mais do que a ideia de passeio ou turismo, antes se revela uma possibilidade de encontrar similitudes entre diferentes contextos culturais e de cruzar surpreendentemente elementos aparentemente incompatíveis. Trabalhando com o espaço e com objectos do quotidiano cuja escala e materiais são manipulados, Eguchi, nas suas instalações, descontextualiza e reintegra imagens e objectos de um modo que desafia a estabilidade perceptiva do espectador."

Celso Martins in Agenda LX. 

                                         

15.09.05 Satoru Eguchi
Expõe pela primeira vez em Portugal. O Artista estará presente directamente de Nova Iorque. "Every year when the fall turns to winter, I sleep endlessly through the night to the morning and to the afternoon, and to the evening until I lose the distinction between day and night, morning and evening. Reality gives way to daydreams that preoccupy my head. Likewise, my habit of traveling is not simply for the need to get a burst of fresh air. The idea of moving from one place to another is a voluntary attempt to encounter a sense of dislocation while discovering unexpected similarities under a guise of different cities and landscapes existing in all parts of the world. "

                        

16.08.05
"Espreitar o corpo feminino 24 horas por dia. Exposição de Joana Consiglieri (n.1972, Lisboa), Mapa Corporal é composta por fotografias digitais do corpo feminino, realçando uma componente voyeurística. A exposição está aberta ao público 24 horas por dia, através de um buraco na porta de entrada."

in Público. 

                              

25.07.05
“Mapa Corporal, de Joana Consiglieri. No âmbito do Voyeur Project View, esta mostra pode ser visitada através de um buraco na porta de entrada. O objectivo é realçar a componente voyeurista no renascimento de um corpo feminino. O movimento, a energia, o ritmo e a vida também são realçados neste trabalho."

in Diário de Notícias. 

                             

22.07.05 Joana Consiglieri
Exposição integrada na Lisboa Photo.

"Body Map" is the renaissance of a feminine body, where the folds of the skin are the map that sedimentary the signals of the time, transmitted itself in repetitive rituals.  The gesture and the twist of the feminine body characterize the state of the being for cosmos, for the flow of the time, the movement that has left of the energy, the rhythm, the pulsation of the breath, for absence of the interval of space/time, for the nothing.  The search of the release of the condition human being transcribes in the proper constant repetition of the movement ephemeral of a body.  Thus, the twist in virtue of which the negation of the identity if dissolves, making to emerge the affirmation of the difference, it is the proper movement of the perpetual return, or either, this exactly twist-conversion movement is happened again until the infinite o.  As Lucy R. Lippard would say exactly: "the rituals of the modern artists evoke primitive rituals, especially of the agrarian cycle of the birth, growth, sacrifice and renaissance of the god year; the circle of the dance encouraging the sun and the moon to give returns; the trojans dances of the life and the death." 

                              

16.06.05 Cara Judea Alhadeff
Expondo pela primeira vez em Portugal. Exposição integrada na Lisboa Photo.
 
For Cara Judea Alhadeff, “the woman’s pregnant body represents the simultaneity of inside and outside. Her private is undeniably public.  Her body is raw and exposed and contained at the same time.  Life within her is clearly visible from the outside.  Because her corporeality cannot be concealed, the pregnant woman is exempt from societal constraints that obscure body awareness.  The pregnant woman is the ideal subversive in our society (challenging cultural norms) as her womanness is utterly present. She is sexual without objectification; she is the embodiment of sexual and corporeal empowerment. Moreover, she is the alchemist who embodies and transgresses notions of difference, opening the door for identification and disidentification from others.”
 Alhadeff describes her work as the following: “My photographs explore the body as a membrane between sensuality and restraint, surrender and resistance.  I arrange the space, objects, and bodies (including my own) in such a way that blurs the lines that separate them. The characters become hybrids of machine and animal who populate dream-like worlds.  Although the photographs are consciously constructed, the relationships are equally born out of an improvised collaboration in which the physics of touch, gravity, and balance establish an unfolding performance.”  

                           

12.05.05 António Nuno Júnior
Inauguração do Voyeur Project View. Exposição integrada na Lisboa Photo.
"As imagens que constituem a série “sem título” são extraídas, na sua íntegra, do universo de produção e distribuição da indústria pornográfica e aquilo que imediatamente as distingue da sua origem é o facto de não pertencerem a indústria nenhuma. O contexto verificável da sua existência não contempla qualquer trânsito instituído de valor, ou destinos estratégicos a alcançar. São objectos e, de resto, tão objectos quanto os inequivocamente porno - representam as mesmas matérias, utilizam os mesmos suportes. Relevam da mesma matriz genética mas possuem uma deficiência congénita: são asistémicos, o que (entre outros efeitos anómalos) os impede de falar a mesma língua da sua progenitura. Temos assim conjuntos de objectos fenotipicamente idênticos aos que lhes deram origem, mas caracteristicamente disfuncionais.
 Esta anomalia é, note-se, algo de intrínseco aos objectos em causa (i.e, não resulta de uma descontextualização voluntária das suas funções originais sejam elas económicas, sociais ou psicológicas) e possui como causa imediata a natureza metodológica da sua génese: ao verem remetido para um off  indeterminado o seu punctum funcional, ao mesmo tempo que sofrem (literalmente) um processo de pictorialização, estas imagens passam a índices materiais de uma hipótese meta poética em construção – a de que a pornografia na sua estrita dimensão icónica não possui qualquer característica distintiva relativamente aos demais campos representacionais. Ou seja, tudo o que diferencia o porno do resto tem tudo a ver com o resto e nada a ver com o porno."


02.04.05
Voyeur Project View fica associado à Bienal Lisboa Photo 2005


29.03.05
O Voyeur Project View está conectado à plataforma online www.rhizome.org
         

       

10.03.05
O web site Voyeur Project View 
está online.